assistência a pacientes e familiares – Agência Brasília


A equipe interdisciplinar do HAB atua de diversas maneiras, de acordo com as necessidades de cada indivíduo | Foto: Secretaria de Saúde

Embora seja mais conhecido pelo tratamento oferecido às pessoas com doenças incuráveis, e no estágio terminal, uma linha de cuidados paliativos não cobre apenas esses pacientes. O paliativo é o conjunto de práticas de assistência ao paciente incurável que visa oferecer dignidade e diminuição do sofrimento.

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“O prolongamento da vida com qualidade é um impacto muito positivo dos cuidados paliativos”Elisa Marquezini, médica paliativista

No Distrito Federal, uma unidade de referência é o Hospital de Apoio de Brasília (HAB). Além dos pacientes com estágio avançado de enfermidade, muitas vezes o câncer, ou o HAB abraça aqueles com diagnóstico de demência em fase grave e idosos com Síndrome da Fragilidade.

Uma equipe interdisciplinar atua de diversas maneiras, de acordo com as necessidades de cada indivíduo. Isso inclui o tratamento dado junto à família, que também recebe assistência para lidar com a doença do seu ente querido.

Permitido, uma notícia de uma doença grave vem acompanhada de medo e incerteza de que pode ser o amanhã e a nova realidade. São adaptações que impactam em diversos aspectos da vida. Além do físico, como as pessoas podem sofrer emocionalmente e, conseqüentemente, buscar apoio espiritual na tentativa de compreender o novo contexto.

Os pacientes também sofrem com problemas de ordem social, principalmente os que estão ligados a renda familiar e dependem de outras pessoas. Muitas doenças acabam afetando ou o trabalho de quem precisa de assistência multiprofissional em razão dos afastamentos imprevisíveis pela enfermeira.

HAB é pioneiro e referência em cuidados paliativos geriátricos | Foto: Secretaria de Saúde

O HAB recebe pacientes de todas as regiões do Distrito Federal. Atualmente, são 29 leitos, 19 dos quais relatam internação de pacientes em Cuidados Paliativos Oncológicos e dez para Cuidados Paliativos Geriátricos. Recentemente, este item recebeu até paciente em recuperação após infecção por Covid-19.

Foi o caso de Inácia de Aquino, de 84 anos, que possuía fragilidades. Ela recebeu ou recebeu atendimento na unidade de Cuidados Paliativos Geriátricos.

Atendimento

A chegada de um novo paciente está sempre preconizada com os requisitos de admissão. Além do atendimento ao idoso, o Hospital de Apoio também iniciou um projeto para o Ambulatório de Cuidados Paliativos Neurológicos sem internação. Nesses casos, não existe uma idade para o tratamento.

Na equipe, são profissionais de diversas áreas, desde médicos especialistas até psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais. São enfrentadas doenças que, geralmente, têm um perfil degenerativo – e, até o final e atrasam o seu desenvolvimento, são várias vezes causadas pelos profissionais.

Muitas histórias: até o casamento já foi realizado na unidade | Foto: Secretaria de Saúde

A área também tem o objetivo de dar mais conforto e qualidade de vida aos pacientes. Atuou no Hospital de Apoio, Elisa Marquezini, médica médica e chefe da Unidade de Cuidados Paliativos, que o HAB foi pioneiro em cuidados paliativos geriátricos no Brasil. Hoje, é uma referência na área.

O local recebe idosos com mais de 80 anos de idade com Síndrome de Fragilidade. São pacientes encaminhados pelos hospitais gerais da rede pública de saúde, ou em acompanhamento domiciliar, e que não têm indicação de procedimentos invasivos.

“Além dos cuidados paliativos oncológicos, somos referência nos cuidados paliativos geriátricos. Nesse caso, eles têm uma doença crônica irreversível, como insuficiência cardíaca, renal ou doença pulmonar crônica obstrutiva (DPCO), que impacta suas funcionalidades. Nosso trabalho visa trazer qualidade de vida para nossos pacientes, independente do prolongamento da vida ”, explica Marquezine.

Segundo profissional, com a ajuda da equipe interdisciplinar – que conta com nutricionista, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, farmacêutico, assistente social, psicólogo, enfermeiro e até dentista especializado – ou o paciente obtém uma perda devido ao manejo clínico adequado.

A visão do tratamento é sempre pautada pela melhoria na qualidade de vida. A diferença de atendimento no Hospital de Apoio a uma unidade de saúde geral não é um fato do HAB garantir qualidade de vida, e não apenas resolver um problema clínico pontual.

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“Mesmo não sendo o nosso principal objetivo, temos vários pacientes que chegam aqui 'bem ruínas'. Mas, com o nosso tratamento, melhoramos sua qualidade de vida e acabamos por aumentar sua expectativa de vida. O prolongamento da vida com qualidade é um impacto muito positivo dos cuidados paliativos ”, afirmou Elisa.

História

Inaugurado em 30 de março de 1994 e com 25 anos de existência, o HAB acumula muitas histórias e até casamento já foi realizado dentro da unidade.

É chamado de "Hospital do Amor", em razão de diversos serviços prestados à população do Distrito Federal.

* Com informações da Secretaria de Saúde



Fonte: Post Completo