Campinas abriga lar da diversidade


Desentupidora Daqui da Cidade Faz todos os serviços de  Desentupidora em todos Bairros da Cidade, a qualquer hora do dia ou a da noite pode contar com A Desentupidora Daqui da Cidade atende em qualquer bairro da Cidade e em toda a Região. A Desentupidora da Cidade faz todos os serviços de Desentupimento de Esgoto neste que é um dos Bairros mais querido da nossa Cidade. Caso queira ver nossa tabela de preço para serviço de Desentupidora em Cidade Clique aqui.

Desentupidora Daqui da Cidade atende 24 horas em todos os bairros da Cidade

Desentupidora
Desentupidora Daqui da Cidade
 
A Agente Social Suzy Santos na entrada do abrigo; fachada da? Casa sem Preconceitos

Wagner Souza / AAN

A Agente Social Suzy Santos na entrada do abrigo; fachada da? Casa sem Preconceitos

Uma casa antiga com dois quartos, um escritório usado como despensa, cozinha, sala e uma pequena varanda, no bairro Bosque em Campinas, é o local onde seis transexuais ou travestis podem chamar de lar, desde o último dia 24 de janeiro. Ali, uma nova família acaba sendo formada, e como filhas chamam um agente social Suzy Santos, de 44 anos, de mãe. O tratamento é uma forma de provocação e, principalmente, de respeito, carinho e gratidão por terem sido causados ​​pela rua.

O nome da moradia é Casa Sem Preconceitos – Reduzindo danos e promovendo a cidadania. Fica na Rua Uruguaiana e ficou pronta em três meses. Nasceu no trabalho do agente social Suzy, que mulher transa e conhece todos os níveis dessa população, que muitas vezes, sem alternativa, é obrigada a se prostituir e morar na rua. A abertura da casa é motivo de comemoração nesta semana, que marca o Dia Nacional da Visibilidade de Transexuais e Travestis, comemorado na quarta-feira, 29.

Suzy faz parte da equipe de consultoria na Rua, do Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira, um serviço de saúde itinerante que oferece assistência na população em situação de rua, com foco no usuário de álcool e drogas. "Com esse trabalho fui me separar com a nossa população (trans) de rua. A gente tenta o acolhimento e a inserção delas nos abrigos e na assistência, mas tem dificuldade de entender, dificuldade de olhar os profissionais para esta população", diz.

Olhar

Segundo ela, falta um olhar para esta população na rua. "A gente vê muitas portas abertas para homens cis, héteros, mulheres cis, héteros, mas uma pessoa não tem inserção do meu público", afirma.

Esta é a terceira casa de acolhimento aberta e coordenada por Suzy. A última fechou oito meses atrás por falta de recursos. "Faltava dinheiro para o aluguel e a casa fica na periferia, sem Carlos Lourenço, o entendimento é complicado, passa a ter problemas. Todo o trabalho não é tão simples de tirar as mãos da calçada, é fazer uma inserção toda a vida, reeducação. Tem meninas que nem sabe o que é viver em uma casa durante muitos anos. Vai lapidando. É salvo por eles se vejam como seres humanos ", explica.

A nova casa foi aberta graças a parcerias. O aluguel é de R $ 1 milhão mensal. Um casal homoafetivo vai pagar até maio e uma danceteria na cidade vai custar o aluguel de junho até dezembro. "A gente faz tudo com interação e parceria. Tudo o que aqui está sendo chamado, pedindo, batendo na porta. Há três meses para conseguir sofá, beliches, televisão, geladeira, tudo", conta.

Uma casa com dois quartos, sala, cozinha, banheiro, escritório e sala. "O vizinho do lado vai pagar a água e a energia é a nossa conta. Obrigado a Deus também faz a ação de cestas básicas", comemora.

Uma casa com seis vagas e duas mulheres trans ou travestis e dois homens trans. "Toda hora alguém me liga pedindo vaga, falando de alguém, mas já não tenho mais vagas", ressalta.

Suzy já conseguiu uma parceria com uma cooperativa de design de roupas para fazer oficinas com acolhidos e criar uma possível profissão.

Sonhos

As meninas acolhidas chegam de diversas partes. Gabriele, por exemplo, tem 18 anos, e já veio de um lar desestruturado. A mãe tem problemas com álcool e drogas e não aceita a transexualidade do então filho.

Desde criança, ela e os irmãos foram criados em vários abrigos. Até que ela chegou em Campinas e ficou na rua. "É muito importante uma casa como essa, que aceita. Eu tenho o sonho de estudar Direito e me tornar uma advogada para defensor por causas LGBT", diz Gabriele.

Rebeca Bittencourt, de 29 anos, veio de Minas Gerais. A transexualidade até a época aceita pela família. Mas tudo mudou com a morte do pai. "Ele ficou doente e eu cuidei por oito anos, mas quando ele morreu, ficou quase proibido para casa. Minhas irmãs disseram que não tinham como me ajudar porque já tinham as mesmas vidas", conta.

Suzy já conheceu várias trans e travestis que foram assassinadas. "Por que todos nós somos mortas todos os dias? Porque alguém não tem como se camuflar, apareceu na esquina e já ouviu falar. Somos uma vergonha da família, uma aberração, uma preocupação da família é sempre ou quem mais vai dizer, o quem é o povo da igreja vai falar, o que o padeiro vai falar. A preocupação é com os outros e não vê o seu irmão, o seu sangue ", reclamar.

Saiba mais

– Para saber mais ou acessar, basta acessar a página https://www.facebook.com/CasaSemPreconceitos/ ou pelo telefone 19 99162-9472.

– Doações podem ser entregues no Bar da Tia Bel, na Rua Dr. Álvaro Ribeiro, 441, Ponte Preta, de segunda a sábado, das 12h às 22h.

Brasil é o País que mais mata transexuais no mundo

O Brasil, de acordo com dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), é o País que mais mata transexuais no mundo. Em 2019 foram 124 mortes. A maior parte das vítimas eram do sexo feminino (97%), negras (82%), do nordeste (36%) e com idade entre 15 e 29 anos (59,2).

De acordo com o levantamento, nesta faixa etária, três mortes chamar a atenção

pela crueldade. Duas das vítimas foram apedrejadas até a morte e a terceira

foi espancada e aplicada. A maior parte das 124 vítimas de mulheres trans e travestis que se prostituem.

Escrito por:

Francisco Lima Neto / AAN



Fonte: Post Completo

Leave a Comment