Campinas reduz o analfabetismo em 42,8% em uma década, mas tem 16 milhões sem ler e escrever | Campinas e Região


Em uma década, Campinas reduziu em 42,8% o número absoluto de analfabetos, pessoas que não sabem ler e escrever. Segundos dados do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), o município começou 2020 com 16,2 mil analfabetos, frente a 28,4 mil pessoas em 2010. O levantamento leva em consideração como pessoas analfabetas em condições de votar, acima dos 16 anos. O número corresponde a 1,94% do total de eleitores da cidade, que é de 839,2 mil.

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Ainda de acordo com o TRE-SP, a maior parte desse conjunto são mulheres, que soma 10,1 mil analfabetos absolutos.

Para tentar diminuir esse número, a Prefeitura de Campinas lançou nesta segunda-feira (3) a 7ª campanha de erradicação do analfabetismo, chamada "Fevereiro Violeta", que fez uma busca ativa de pessoas que não tiveram a oportunidade de frequentar uma sala de aula. Profissionais ligados à Fundação Municipal de Educação Comunitária (Fumec) podem criar postos de trabalho na cidade e os interessados ​​podem fazer a pré-matrícula.

De acordo com o vice-prefeito, Henrique Magalhães Teixeira, Campinas queria zerar ou analfabetizar até 2020, mas disse que manteria o prazo do governo federal, previsto no Plano Nacional de Educação, que determinaria o prazo até 2024.

"Estamos em uma cidade com muitas oportunidades, referência em relação à educação. Esse mês, alguém vai conseguir coletar por meio de campanhas de mídia, carros de som, tudo para disseminar a conscientização por uma erradicação do analfabetismo", explica.

Além disso, uma ação será tema de uma caminhada na Lagoa do Taquaral, no domingo (9), para alertar a população e a participação é gratuita.

Autoridades reunidas para lançamento da campanha de erradicação do analfabetismo em Campinas (SP) - Foto: Karoline Porto / G1 Autoridades reunidas para lançamento da campanha de erradicação do analfabetismo em Campinas (SP) - Foto: Karoline Porto / G1

Autoridades reunidas para lançamento da campanha de erradicação do analfabetismo em Campinas (SP) – Foto: Karoline Porto / G1

'Mulher não tinha que estudar'

Alfabetizada há um ano, a cozinheira Neuza Rosa de Souza Neuza, de 61 anos, comemora como conquista após passar seis décadas sem saber ler e escrever. Ela cresceu na Bahia e teve uma infância difícil morando na roça.

"Naquela época, meus pais não me deixavam ir para a escola. Eles diziam que a mulher que sabia lavar e cozinhar, não tinha que estudar. Até o ano em que não sabia nada. Hoje, leia tudo para mim, é maravilhoso", conta.

A vida dela mudou depois que veio para Campinas e começou a participar das aulas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), oferecidas pela Fumec. Antes, Neuza conta que os dados de telefone da memória de backup e a ajuda de atendentes no mercado para fazer compras são registradas na lista. Em casa, eram os netos que ajudavam nas receitas e no celular.

"Quando você faz uma propaganda da TV Fumec na TV, fica com muita vontade e me inscreve. Agora sei escrever meu nome, ou o meu nome, deixar bilhetes ", brinca Neuza e afirma que pretende não parar mais de estudar. Ela frequenta as aulas no período da manhã e trabalha até às 22h.

Há um ano, uma cozinheira Neuza Rosa de Souza realiza o sonho de aprender a ler e escrever em Campinas (SP) - Foto: Reprodução Há um ano, uma cozinheira Neuza Rosa de Souza realiza o sonho de aprender a ler e escrever em Campinas (SP) - Foto: Reprodução

Há um ano, uma cozinheira Neuza Rosa de Souza realiza o sonho de aprender a ler e escrever em Campinas (SP) – Foto: Reprodução

Redução das salas de EJA

Em novembro do ano, o Ministério Público (MP) instaurou um inquérito civil para obter uma redução do número de classes do EJA para 2020 no município. Segundo ou MP, uma redução será de cerca de 40% das salas. Na época, a cidade informou que o número de turistas caiu de 117 para 109.

A Prefeitura informou que a medida não afetou o ensino, porque eram salas que tinham 1 ou 2 alunos e que os alunos foram realocados. Ainda existe uma campanha de erradicação apenas para as novas matrizes feitas.

Escola cívico-militar e kits escolares

No mesmo evento, uma secretária municipal de educação, Solange Pelicer, informou que a Prefeitura recorreu da decisão da justiça e que suspendeu em dezembro de 2019 uma votação que decidisse implementar o modelo militar-militar na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Professora Odila Maia Rocha Brito a partir de 2020. A escola foi a única no estado de São Paulo indicada para receber uma proposta e não há previsão de uma nova data para votação.

"Depende agora da Justiça. Se os pais quiserem, continuar com o projeto, mas sempre com uma consulta popular", disse.

A secretária também comentou sobre a exclusão de mochila, tênis e meias nos kits escolares da rede municipal pelo segundo ano seguido. O material é fornecido para 60,6 mil alunos dos ensinos fundamental e infantil matriculados na rede municipal. O assunto chegou em outubro do ano passado, quando o MP abriu um inquérito civil para determinar a falta de itens e também uniformes na cidade.

Segundo Pelicer, um macarrão vai abrir um processo de licitação para compra de mochilas, meias e tênis, mas que a entrega deve ser feita apenas em 2021. Segundo a Prefeitura, caso a compra ocorra ainda este ano, os materiais enviados serão entregues no segundo semestre de 2020.

Prefeitura de Campinas (SP) lança campanha pela erradicação de analfabetismo nesta segunda-feira (3) - Foto: Carlos Bassan Prefeitura de Campinas (SP) lança campanha pela erradicação de analfabetismo nesta segunda-feira (3) - Foto: Carlos Bassan

Prefeitura de Campinas (SP) lança campanha pela erradicação de analfabetismo nesta segunda-feira (3) – Foto: Carlos Bassan



Fonte: Post Completo

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