Crítica | Mãe de Aluguel (Jeremy Hersh, 2020)


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Quando a intenção de uma obra é debater tabu, por vezes temos uma abordagem mais parcial e quase didática ao tema principal. O que temos em Mãe de Aluguel, de Jeremy Hersh, é um longa sem medo de explorar todos os pontos de vista, por mais arriscado que seja trazê-los para uma discussão tão complexa, que acaba envolvendo um contexto social e político maior do que se imagina.

Jess Harris (Jasmine Batchelor) é uma designer trabalhando para uma organização não governamental no Brooklyn. Prestes a chegar na casa dos trinta anos, ela não parece muito interessada em manter uma relação estável, mas está feliz em assumir a tarefa de mãe de aluguel para seu amigo Josh (Chris Perfetti), e o marido dele, Aaron (Sullivan Jones). Durante uma das decorrências de ultrassom, eles descobre que o feto testou positivo para síndrome de Down, o que deixa o casal em dúvida e pode afetar a relação dos três amigos.

A decisão do protagonista em ir contra todos os preconceitos ao considerar seguir em frente com o plano de manter a criança poderia facilmente cair em um território perigoso na execução da narrativa, mas aqui é o elemento mais forte desse filme. A atuação de Jasmine Batchelor é o destaque de Mãe de Aluguel, e ela praticamente carrega nas costas grande parte do longa, principalmente em muitas sequências que outros atores executam desmedidamente.

Batchelor introduz uma personagem positiva e compreensiva, sempre disposta a ajudar, e isso é evidente em suas escolhas. Mas em apenas uma hora e meia de rodagem, assistimos o ótimo trabalho que ela faz em desenvolver um protagonista e sua jornada dramática, de uma pessoa que era praticamente indiferente às decisões e opiniões negativas dos outros, mas logo passa a proteger a imagem da criança e como ela pode não ser recebida da maneira que merece. A forma como amigos, membros da família e o próprio casal que pediu sua ajuda deixam de lado sua agenda liberal e revelam um ângulo mais egoísta e vaidoso, é uma das coisas que Jess considera inaceitável.

Com temas tão delicados, o roteiro (do próprio Jeremy Hersh) faz um excelente trabalho em construir bons personagens através de diálogos que realmente contribuem para o debate e complicam ainda mais os dilemas morais implicados pela gravidez de Jess. Cada personagem possui uma opinião contrastante e por vezes válida, mesmo que um protagonista esteja em desacordo completo. Ainda que Jasmine Batchelor roube todas as cenas, nenhum outro ator é ofuscado por ela, e os coadjuvantes nunca parecem irracionais ou forçados em suas motivações, por mais que elas pareçam insensíveis.

Hersh sabe que tem um bom elenco e estrutura todo o seu longo em volta dos diálogos, dando espaço para que os atores improvisem um pouco e pareçam mais “naturais” em suas reações. Ao seguir esse formato, o filme poderia ter investido em cenas que trouxessem mais momentos de introspecção e silêncio, já que depois de vários debates acalorados entre os personagens, o filme termina cada cena com cortes abruptos que poderia ser melhor trabalhados, deixando o ritmo um pouco mais lento, o que contribuiria para uma melhor absorção do que acabou de acontecer.

Com uma fantástica atuação de Jasmine Batchelor, Mãe de Aluguel explora um território arriscado com um debate complexo, e tem sucesso em se apoiar em uma execução ambígua, debatendo os dilemas morais sem superficialidade, e dando espaço para pontos de vista divergentes. É o tipo de filme que sabe articular muito bem como suas idéias e os temas não parecem desperdiçados.

Mãe de Aluguel (The Surrogate – EUA, 12 de Junho de 2020)
Direção: Jeremy Hersh
Roteiro: Jeremy Hersh
Elenco: Jasmine Batchelor, Chris Perfetti, Sullivan Jones, Brooke Bloom, Eboni Booth, William DeMeritt, Purva Bedi, Leon Addison Brown, Hannah Cabell, Catherine Curtin, Jennifer Damiano, Meg Gibson, Brandon Micheal Hall
Duração: 93 min.



Fonte: Post Completo