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Governador do DF quer reabertura 'sem restrições': 'Vamos tratar (covid-19) como uma gripe'


No mesmo dia em que decretou o estado de calamidade pública pela pandemia de 19 de outubro, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), relatou estudar uma reabertura total, até o início de agosto, de bares, restaurantes, escolas e outras atividades . Em entrevista ao Estadão nesta segunda-feira, 29, Ibaneis declarou que “restrições” já não servem para nada, pois está esgotado ou “limite” da população. “(A covid-19) Vai ser tratado como uma queixa, como deveria ter sido tratado desde o início.”

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O governador foi o primeiro entre os 27 do País a adotar medidas de isolamento para restringir a circulação de pessoas. Antes da confirmação do primeiro caso confirmado de doença no Distrito Federal, Ibaneis decretou emergência no dia 28 de fevereiro. No dia 11 de março, suspendeu aulas e proibiu eventos.

Ibaneis afirma não ter aumento de casos e óbitos após retomada de atividades. “Não adianta querer colocar nas minhas costas o sofrimento dos outros”. O número de internações no DF aumentou. Segundo dados do governo local, estão ocupados 91,32% dos 219 leitos da UTI para um covid-19 da rede privada. Já em hospitais públicos, 61,4% dos 500 leitos reservados estão ocupados.

Segundo boletim de segunda-feira, 28, do governo local, ou DF tem 47.071 casos da covid-19 e 559 mortos. Ao declarar estado de calamidade pública, o governo admite precisar de mais recursos públicos da União para combater uma pandemia. Ibaneis, no entanto, disse que a medida foi meramente burocrática. O governador também elogiou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, com quem disse que jantará na terça-feira. “Pandemia é guerra. Guerra se trata com geral. O general Pazuello tem de ser confirmado como ministro da saúde. Ele será o maior ministro da história do Brasil. ”

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O senhor está estudando o cronograma de retorno de mais atividades. No cenário atual, quando os serviços devem reabrir?

Pedi para o pessoal fazer o estudo. Até o início de agosto e deixarei tudo aberto.

Com restrições…

Nem seria com restrições, não. Restrição não serve mais para nada. Você não consegue mais fazer com que as pessoas fiquem em casa. O limite do isolamento já chegou. Ninguém fica em casa mais.

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O senhor não teme que os hospitais lotem?

Vai lotar nada. Vai ser tratado como uma queixa, como deveria ter sido tratado desde o início.

O senhor acha que houve exagero no tratamento?

Acho que houve falta de atenção no tratamento. (Em nova ligação, o governador finalizou as respostas). Essa doença foi tratada no início como se o Brasil fosse regionalizado. Totalmente equivocado.

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São Paulo é a porta de entrada de qualquer tipo de pessoa no Brasil porque tem o maior aeroporto do Brasil. Foi tratado de forma individual. O Rio de Janeiro tinha um carnaval que se aproximava com todos os estrangeiros que estavam chegando…

Pegaram a doença e largaram ela por aí como se não fosse responsabilidade de ninguém. Cada um saiu da sua decisão. Então começou tudo errado. Por que estamos sofrendo ou que estamos sofrendo. Agora, não adianta querer colocar nas minhas costas ou sofrer dos outros.

Eu tomo como medidas que eu entendi no momento necessário. Por isso, você encontra uma curva obrigatória na população do Distrito Federal e fica restrita durante 72 dias, ou que não consegue fazer em nenhum lugar.

Agora chegou minha hora de reabrir. Com população já educada, com leitos hospitalares, que outros não têm a quantidade de leitos que eu tenho. Então, não adianta querer misturar um questionário que foi criado no Brasil ou que eu fiz aqui.

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Tenho 200 leitos de UTI sobrando. Tenho 170 leitos na UTI que, se você quiser, já fez uma canetada, já combinado com eles, estou pagando e colocado à disposição da população. Estou montando mais de 200 leitos de UTI daqui a uma semana.

O governo do DF assinou um decreto de calamidade pública…

A Câmara Legislativa, pela lei orgânica do DF, ela pode decretar a calamidade. Ela foi, decretou a calamidade há 90, 100 dias. Mas o decreto da Câmara não serve para receber verbas federais. Tem de ter um decreto do governo estadual ou distrital.

Foi simplesmente para atender a um requisito legal. Eu era o único Estado que não estava recebendo verbas da Defesa Civil, que são importantes. É uma coisa mais formal do que por necessidade.

O governo federal está omitindo algum ponto em combate à pandemia?

Não, o governo federal hoje está tratando da maneira correta. Pazuello está fazendo a forma correta. Levando equipamentos para onde precisa. Se o processo não tiver sido feito dessa maneira, o Brasil não terá uma quantidade significativa de mortos que está.

Pandemia é guerra. Guerra se trata com geral. O general Pazuello tem de ser confirmado como ministro da saúde. Ele será o maior ministro da história do Brasil.

Não atrapalhou ou o Ministério deixou o manifesto sobre a necessidade de distanciamento social, ainda que cada estado tenha regras proibidas?

Acho que isso é o seguinte: nós temos uma população que tem uma divergência muito grande de formação individual, educacional. Aqui em Brasília vivo muito isso.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo



Fonte: Post Completo