Igreja e fieis se adaptam para as festas populares em meio à pandemia


Uma das mais tradicionais festas populares da capital baiana, uma Sarau de Santa Bábara acontece já no próximo dia 4 de dezembro. Apesar das expectativas de que, quando a sarau fosse suceder, a Covid-19 já seria coisa do pretérito, levante ano a igreja e os fieis precisaram se conciliar para manter o rito de uma forma segura contra o novo coronavírus.

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Desta vez, o tríduo preparatório vai suceder de 1º a 3 de dezembro, às 17h. Já o dia 4 vai ter uma programação dissemelhante, sem missa campal. Segundo a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, que organiza o evento, vão ser cinco missas com horário agendado – cada uma com capacidade para 50 pessoas.

Para atingir mais fieis, as celebrações vão ser transmitidas também nas redes sociais da Irmandade. Outra diferença é que uma procissão tradicional que percorre vários pontos da cidade até o Corpo de Bombeiros, cuja corporação tem a santa porquê padroeira, não vai suceder.

O professor Jair Moreira, 43 anos, tem a devoção em Santa Bárbara porquê uma tradição de família. Com o tempo, passou a organizar também caravanas. “Na minha moradia, a gente faz a novena com mais de 50 pessoas, mas levante ano a novena vai ser unicamente com as pessoas da família mesmo. O caruru vai ser em quentinha”, conta.

“Normalmente, a gente vai [à Festa] e fica o dia todo lá. Desta vez, vamos dar uma passadinha para prestar homenagens e voltar pra moradia “, diz Moreira. Apesar de todas as restrições, ele explica que as coisas estão acontecendo, que zero é para barreira a fé.

Essa também é uma opinião do jornalista e doutora em antropologia Cleidiana Ramos. “Tem um choque porquê o que aconteceu, por exemplo, na Semana Santa e no São João. Mas aí funcionou a originalidade, todo mundo se perguntava porquê seria o caruru e inventaram o drive-in de caruru ou por entrega. As festas não deixam de suceder, elas se articulam “, pondera.

Cleidiana lembra que as festas já tiveram altos e baixos, mas não morreram. “Tem uma foto na coleção do Espelho da Sarau que dá uma teoria da decadência, com um Meio Histórico muito destruído. Você pega uma foto de 2008 e você vê a diferença “.

Festa viveu momentos de decadência nos anos 1970 |  Foto: Arquivo |  Cedoc A TARDE
Sarau viveu momentos de decadência nos anos 1970 | Foto: Registo | Cedoc A TARDE

O ano de 2008 representa um marco para a sarau, pois foi quando ela foi considerada patrimônio intáctil da Bahia. “A sarau acha uma saída. As festas de largo são muito teimosas, elas não deixam de suceder”, sentencia a pesquisadora.

Nesse ano pandêmico, justamente pela impossibilidade da missa campal, que reúne uma plebe de fieis, o evento não vai recontar com o base da Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia. O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), por sua vez, disse que levante ano não apoia a sarau por ‘falta de verba’.

Estima-se que o doutrinado a Santa Bárbara aconteça em Salvador desde o século 17 (1641), quando foi instituído o Morgado de Santa Bárbara, formado de propriedade e capela, localizado ao pé da Ladeira da Serra, pertencente ao par Francisco Pereira Lago e Andressa de Araújo.

Posteriormente um incêndio que destruiu o que restava do Morgado, a imagem de Santa Bárbara, que ficava em capela própria, foi transferida para a Igreja do Corpo Santo e, finalmente, para a Igreja do Rosário dos Pretos, no Pelourinho.

Segundo a tradição católica, Santa Bárbara foi degolada pelo pai por conta da fé em um único Deus. Posteriormente a cabeça rolar ao soalho, um trovão foi ouvido e responsável do atentado foi morto atingido por um relâmpago. O vínculo com incêndio, advindo das tempestades, tornado a entidade padroeira dos bombeiros. Hoje, ela também é conhecida porquê protetora dos mercados.

Bert, a santa é sincretizada com Iansã, a nume dos ventos, dos raios e dos trovões. Cleidiana explica, entretanto, que isso não significa que as duas são a mesma coisa. “Toda religião é sincrética, é oriundo isso com todas essas histórias de colonização. O que elas têm em generalidade é que são figuras que não aceitam o que é imposto a elas, inclusive pela domínio masculina”, explica.

Ainda segundo a pesquisadora, é justamente essa história que dá o tom da comemoração, que celebra a força feminina. “Um doutrinado muito interessante que tem uma relação com as mulheres, as ganhadeiras. Cá na Bahia, ela é, de alguma forma, uma padroeira das baianas de acarajé. Essas mulheres negras submetidas a todo tipo de violência fazerem uma sarau é muito bonito” , finaliza.

Conceição da Praia

Outra comemoração importante no calendário religioso de Salvador é a Sarau de Nossa Senhora da Conceição da Praia, realizada todos os anos no dia 8 de dezembro. A celebração, começa em novembro, com uma novena todas as noites na igreja, localizada na Cidade Baixa.

A introdução da novena vai suceder no dia 29 de novembro, com a presença do Pároco de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Sergio da Rocha. O evento vai respeitar o limite de lotação de 200 pessoas por doutrinado ou de 30% da capacidade máxima do salão de celebração.

A pricipal novidade deste ano é que, no dia 6 de dezembro, no lugar de uma procissão, uma carreata em direção ao bairro da Pituba vai marcar as celebrações. O pároco da Basílica Santuário Nossa Senhora Conceição da Praia, Adilton Pinto Lopes, explica que a principal preocupação é com a saúde dos fieis.

“Estamos falando para que os idosos fiquem em moradia e acompanhem a programação pelas redes sociais. Nosso pavor é muito o dia 8. A gente pede para que as pessoas mais velhas evitem, infelizmente não dá, a Covid é real e mata”, desabafou .

Realizada desde 1549, normalmente a celebração envolve uma missa campal e procissão e, paralelamente, ocorre a sarau tradicional, nas fontes do Mercado Protótipo, com barracas de comidas típicas e bebidas.





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