Missas e cultos liberados em igrejas e templos do DF – Agência Brasília


Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília
A Igrejinha Nossa Senhora de Fátima, por enquanto, está aberta apenas para visitação. Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

Depois das compras e parte dos negócios, agora são os parques da cidade e as igrejas e os templos do Distrito Federal que reabrem suas portas a partir desta quarta-feira (3). O decreto autorizando a abertura dos espaços religiosos foi publicado no último sábado (30/5).

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Segundo o documento, os cultos, as missas e os rituais devem ser executados desde os encontros conectados em locais com capacidade para mais de 200 pessoas e somente para pessoas entre 12 e 60 anos, mantidas, claras, a distância de, no mínimo 1,5 metro entre os fiéis. Os assentos também devem ser demarcados e o uso de máscaras é obrigatório. (Veja as recomendações completas abaixo).

Segundo pesquisa recente realizada pela empresa Idea Big Data, divulgada pelo canal de notícias CNN, a maior preocupação dos brasileiros de hoje, em tempos de pandemia, é cuidar da alma. Isso porque 32% declararam que vão para os espaços sagrados ou que eles mais querem fazer depois que as medidas de isolamento social acabam.

Foi o que fez, por exemplo, uma assistente social Maria de Lourdes, logo quando soube da reabertura desses lugares. Ecumênica, ela admite que vai visitar o maior número de igrejas e templos possíveis. “Foi a melhor coisa que o governo fez, acertou no cheio”, elogia. “O que sustenta o espírito é a fé. Sem fé em pessoas que não estão no pé, como pessoas suspeitas de causar problemas de isolamento social, com status de solidão, mas agora elas podem alimentar suas almas ”, disse, demonstrando felicidade.

Para Kildare Meira, chefe da Unidade de Assuntos Religiosos do Governo Federal do Distrito, uma medida é uma vitória para o setor. De acordo com ele, é um grande passo para as pessoas que não apenas recuperam suas vidas espirituais, mas também para procurar ajuda para problemas que podem agravar com uma situação de pânico e medo instável nos últimos tempos, como uma depressão.

“Nós nunca fechamos as igrejas no DF, elas estavam abertas on-line, mas a religião estava fazendo falta na vida das pessoas”, observa. “Essa abertura vai ajudar, inclusive, a combater um problema residual que são doenças psicológicas, ajuda a pessoas espirituais”, defende.

Mesmo entendimento do santuário Dom Bosco, Jonathan Costa, que voltou, nesta quarta-feira (3), às 18h, um evento comemorativo da igreja. O que não acontece desde o dia 19 de março.

“Sabemos que o isolamento social é fundamental no combate a novos coronavírus, mas como as pessoas estão com muito medo, abaladas espiritualmente”, comentou o religioso, que já atendeu seus fiéis por meio de vídeos, telefones e, em alguns casos, até agora um comunhão à casa de algumas pessoas. “A experiência de fé em lugares santos como esses podem ajudar como pessoas a enfrentar esse momento difícil que estamos passando”, argumenta.

Fiscalização

Com a liberação da abertura dos templos e igrejas, o DF Legal poderá ajudar o GDF a fiscalizar os cumprimentos dos protocolos, os quais devem ser decretos, com ações mais intensas neste fim de semana. “Nesse primeiro momento, a fiscalização não será mais um campo de orientação. Contamos como colaborações dos religiosos e da população ”, presidente do secretário Gutemberg Gomes.

Mesmo com a publicação do decreto permitindo a reabertura de espaços religiosos, alguns segmentos decidiram não abrir, optando por esperar mais algum tempo. É o caso do Comunhão Espiritual de Brasília, dos Testemunhos de Jeová e do Batista Central.

Nos três lugares visitados pela reportagem da Agência Brasília, no início da tarde desta terça-feira (3) – o templo da Legião da Boa Vontade; Igreja Nossa Senhora de Fátima, uma querida Igrejinha; e o Santuário Dom Bosco -, como as regras e os protocolos de combate ao Covid-19 estão sendo seguidos. Na LBV, os visitantes são recebidos com tapetes de higienização na porta da pirâmide, o espaço mais visitado local, e álcool gel. Um funcionário logo mede a temperatura das pessoas com um termômetro.

Já o Santuário Dom Bosco, com capacidade para receber cerca de 1.500 pessoas sentadas e mais de 2 mil com fiéis também em pé, está programado para receber apenas 223 pessoas por celebração.

Para tanto, os bancos da igreja foram demarcados com avisos de distâncias, assim como os espaços no chão para formação de fila. Os recipientes de gel de álcool estão espalhados por todos os cantos e cinco ajudantes sujeitos a termômetros para medir a temperatura das pessoas. “Já estamos providenciando os tapetes de higienização. Eles estavam nas portas para receber as pessoas ”, detalha padre Jonathan

Adesão da população

Frequentador de resíduos da Igrejinha, auditor fiscal do DF, Francisco de Assis Pires ficou com a abertura do seu espaço religioso mais consultado na cidade. Lá, o espaço estará aberto para visitação já que o lugar comporta poucas pessoas. Quem visita o templo, fica disponível com álcool gel para mãos.

“Tenho afinidade com esse cantinho, ele passa tranquilidade. Fique feliz em saber que lugar foi aberto, mesmo que para visitação ”, economizar. “Mesmo que fosse para celebração, não há problema, já que a maioria das pessoas fica do mesmo lado”, argumenta.

Após várias reuniões com líderes do segmento e discutir como as preocupações e os cuidados necessários para as celebrações presidenciais, o chefe da Unidade de Assuntos Religiosos do GDF, Kildare Meira, é enfático sobre o papel de cada um dos grupos de sociedade em que se encontra a crise sanitária.

Para o gestor, uma abertura das igrejas para cultos e missas também surge como elemento educacional importante. Com uma figura do padre ou do pastor, como autoridade moral diante dos seus seguidores, na comunidade ajuda ao exemplo de atendimento sem medidas às medidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“As igrejas e os templos têm responsabilidade, principalmente, com a vida. Na celebração de um culto se celebra um Deus da vida e as pessoas têm que fazer sua parte, cuidando de si e dos seus pares ”, ensina. “Se não houver uma adesão, com conscientização da população, como medidas são inúteis. É a mesma coisa de estar enxugando gelo ”, entende.

Regras que devem ser seguidas para freqüentar os templos e igrejas:

* Encontrados devem ser realizados em locais com capacidade para mais de 200 pessoas;

* Afastamento de, no mínimo, 1,5 metro entre fiéis, com marcação nos assentos e no chão;

* Alternar fileiras de cadeiras a serem ocupadas por outra com cadeiras desocupadas;

* Afixação, visível no local, placa com informações sobre a capacidade total de estabelecimento, metragem quadrada e quantidade máxima de freqüentes permitidos;

* Proibição de acesso a idosos com mais de 60 anos, crianças com menos de 12 anos e pessoas do grupo de risco;

* Na entrada, deve haver produtos para higienização de mãos e calçados, preferencialmente álcool em gel 70%;

* Uso obrigatório da máscara de proteção.

Galeria de Fotos

Em busca de um lugar sagrado para professar a fé



Fonte: Post Completo