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Nome em teste de Bolsonaro é filho de farmacêutica


O presidente Jair Bolsonaro utilizou como codinome, em um exame para detecção de coronavírus, o nome do filho de uma das responsáveis ​​pela coleta de material utilizado na análise, uma farmacêutica que trabalha no Hospital das Forças Armadas (HFA). A informação foi revelada pelo jornal Correio Brasileiro e confirmada pelo Estadão pelo Ministério da Defesa.

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Os exames do presidente Jair Bolsonaro foram divulgados na quarta-feira, 13, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) após o Estadão solicitar a Justiça para ter acesso aos elogios. O jornal entrou na sexta-feira, 15, com um recurso no STF para testar o presidente Jair Bolsonaro entregou o mesmo na Justiça todos os testes realizados para identificar se foi contaminado ou não pelo novo coronavírus.

Em um dos exames, o nome utilizado é o jovem R. A. A. C. F., de 16 anos. De acordo com o Ministério da Defesa, mãe de R.A., que é tenente-coronel da Aeronáutica, coordena a coleta de amostras para exame de Covid-19 do presidente e de seus assessores. Também estava sob a coordenação do envio do material para o laboratório Sabin, responsável pelo exame. O exame foi realizado por coleta de material da nasofaringe, feita no dia 17 de março.

O Estadão está preservando os nomes dos envolvidos por tratar um menor. Segundo a Defesa, o nome do filho foi o que "ocorreu" ao tenente-coronel no momento da coleta, quando foi solicitado a usar um codinome. Além de trabalhar no HFA, um tenente-coronel é sócia, com o marido, uma farmácia de manipulação em Brasília (DF). Nas fotos nas redes sociais, ela colocou os dizeres "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos", slogan usado por Bolsonaro.

Na quarta-feira, 13, o Estadão falou, por telefone, com o pai de R. A., marido do tenente-coronel. Ele disse que não sabia o motivo do presidente ter usado o nome do seu filho. "Você pode perguntar para ele (Bolsonaro) e me fala depois", disse. O pai, que também é farmacêutico, nega uma resposta ao jovem R.A. havia feito exame para covid-19. A reportagem ligou ontem para a mãe, mas ela desligou o telefone depois da identificação do repórter e não respondeu às mensagens enviadas.

O laboratório Sabin disse que não utiliza codinomes nos registros executados em suas unidades. "Os casos especificados e colhidos pelo HFA", informados em nota.

O Planalto não explicou a decisão de Bolsonaro de usar o nome de uma pessoa real. O Ministério da Defesa disse que "o uso de pseudônimos em exames de saúde pública, proteger a privacidade, é comum e não representa irregularidade".

Em outro exame de Covid-19, o teste feito por Bolsonaro foi atribuído genericamente ao nome de "paciente 5", sem nenhuma informação adicional. Este laudo foi emitido pela Fiocruz, que disse ter enviado "solicitação avançada de gabinete da Presidência da República".

Ao contrário do que fez com os exames para covid-19, o presidente se identificou com seu nome de batismo em exames médicos feitos no Hospital das Forças Armadas entre junho de 2019 e janeiro de 2020. Um grupo de hackers invadiu o sistema de informações do Exército e divulgados esses exames na Internet.



Fonte: Post Completo