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Parada do Orgulho LGBTQIA + terá versão virtual com live em São Paulo


A Parada do Orgulho LGBTQIA + realizada em São Paulo, no mês de junho, é considerada o maior do mundo, e é um momento conhecido de celebração que existe desde 1997. Por causa da pandemia de novo coronavírus ou evento acabou sendo adiado, mas ganhou uma versão virtual , como live, em 14 de junho.

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O evento será transmitido a partir das 14h, após oito horas e já confirmado a participação da cantora Gloria Groove. Além de diversas atrações artísticas e para relembrar uma história da Parada, uma transmissão ao vivo será enviada por dez youtubers, sendo transmitida em seus canais e canais Dia Estúdio e pela Associação de Parada do Orgulho GLBT de São Paulo.

Entre os apresentadores estão Fernanda Soares e Herbett Castro, responsáveis ​​pelo Canal das Abelhas, e que falaram mais sobre o evento em entrevista para o E +. "Desde a primeira reunião de pessoas que sabiam muito bem como pagar essa obrigação com uma questão de ir para uma rua, cobrir uma parada. Para alguém é muito chocado com 'meu Deus, e agora'?", Relata Herbett.

O Canal das Abelhas foi criado em 2012, e a partir de 2017 realiza coberturas ao vivo da Parada, mas agora é permitido o dever de transmitir uma atmosfera do evento, que combina estatísticas com uma luta histórica de direitos, para todos os espectadores. "Quem não mora em São Paulo já acompanha vidas cobrando uma parada, mas isso traz uma diferença, um peso interessante para a forma como você vê o evento", observa Fernanda.

"Sejamos ou pesadelo dos que querem roubar a nossa Democracia"

Um dos principais elementos do desfile é o seu objetivo de fazer com que seus participantes sintam orgulho de fazer parte do movimento LGBTQIA +, apesar dos desafios e preconceitos, e uma réplica ao vivo ao vivo dessa experiência. Fernanda selecionou a importância do evento durante um período tão difícil para todos: "é forte, é significativo e é um momento de mostrar o orgulho".

O canal de abelha com essência da Parada é uma capacidade de tratar vários temas do universo LGBTQIA + com um tom divertido e descontraído, mas é sério quando necessário. "Existe um poder muito grande de transformação com uma própria comédia. Uma pessoa que pode mudar muito pode mudar. O humor e as conversas tornam-se mais prováveis ​​que as pessoas nos escutam", publicam Herbett.

"Não podemos também perder como coisas boas que estão acontecendo. Não podemos perder a esperança, temos que mostrar uma luzinha no fim do túnel", diz Fernanda. Ela observa que por mais que o movimento tenha passado por diversos desafios e ameaças nos últimos anos, ainda existem muitas conquistas e avanços para serem celebrados.

"Acho que é importante que as pessoas entrem em conformidade, que tragam mudanças, que sejam mais afetadas. Esse conservadorismo, essa onda de sódio, é muito porque as pessoas estão orgulhosas de quem é gente, porque temos a maior parada do mundo". mundo ", observa Fernanda. Esse elemento é transmitido no Lema da Parada de 2020: "Sejamos ou pesadelo dos que querem roubar a nossa Democracia".

A live também busca fortalecer outro elemento que Fernanda e Herbett buscam criar no canal: uma forte rede de apoio, nesse momento. "A forma como ela está sendo pensada me deixou muito emocionante. Uma idéia é fazer com que as pessoas sintam que estão fazendo a diferença no mundo", explica Herbett

Os apresentadores contam a história das lutas de movimento LGBTQIA +, personalidades importantes da comunidade como Marielle Franco e João Nery, exemplos de iniciativas que realizam trabalhos na comunidade e histórias de amor público e de criadores. Será possível participar ao vivo do evento, enviando fotos e relatórios usando a hashtag #ParadaSPAoVivo

A evolução do Canal das Abelhas

A Parada, portanto, procure mostrar a própria evolução do movimento e seus integrantes. Evolução que passa por um autoconhecimento, como Herbett explica ao citar a origem do seu canal: "o canal da Bee foi o projeto coletivo de todos os jovens LGBT na universidade em busca de entender quem era".

O próprio youtuber passou por um processo de amadurecimento conforme produzido conteúdo para o canal. "Não sabia nada sobre o universo (LGBTQIA +), entendi o que era e me aceite a partir do momento em que entrei no projeto, conhecendo as pessoas", lembra ele.

O Canal das Abelhas surgiu como um projeto universal, e com o tempo passou de um hobbie para um trabalho, hoje tocado por Herbett e Fernanda, que ingressou em um grupo que produzia conteúdos apenas dois anos depois da criação do canal.

"Se você aprender com o próprio conteúdo que produz, se desconstruir no caminho e descobrir dentro da comunidade", relata Fernanda. Um dos princípios dos dois é usar o canal que possui voz para os temas que não envolvem os dois, mas fazem parte da comunidade, ou permitem falar, por exemplo, racismo ou transfobia.

Esse processo de ouvir os outros, que segundo Fernanda foi bastante orgânico, fez com que os dois também foram colocados como porta-vozes e amplificadores de movimento. "Ouvimos muitos, e isso nos deixa mais confortável para falar sobre esses temas, mas é um processo constante de desconstrução e execução de pontes com outros representantes da comunidade", ela mesma.

"Já tivemos vários erros, já fomos exaltados e já fomos cancelados, não somos perfeitos. Estamos aprendendo e devemos estar no nosso lugar no mundo e tentar alcançar o máximo possível", complementa um youtuber.

"Muita risada, muito orgulho"

Com isso, o Canal das Bee busca mostrar toda a complexidade e diversidade dentro do movimento LGBTQIA +, que agora também é afetado pela pandemia. Nesse cenário, em que muitos podem estar, por exemplo, hospedados em casa com familiares homofóbicos ou longe de suas redes de apoio, um programa ao vivo é um papel quase terapêutico.

"Vamos entrar com esse discurso que você importa, você é importante. Olha a quantidade de pessoas assistindo e produzindo essa vida para você", resume Fernanda. "A gente está se esforçando para trazer o máximo de informação possível voltada para essa que é a maior parada do mundo, mas ao mesmo tempo muitos momentos de diversão", completamente Herbett.

"A gente tem esse recurso, por mais que tenha muitos momentos difíceis, passamos por momentos difíceis apenas por estar no contexto LGTBQIA +. A gente tenta lidar e encarar uma forma divertida", reforça ele.

Fernanda e Herbett vão se juntar aos youtubers Fih e Edu, do canal Diva Depressão, Lorelay Fox, Mandy Candy, Jean Luca, Nátaly Neri, Louie Ponto e Spartakus Santiago para oferecer toda essa atmosfera para a casa das pessoas.

"O espectador pode esperar muita risada, muito orgulho, muitas formas diferentes desse orgulho, música, histórias que as pessoas vão relembrar e iniciativas interessantes que precisam continuar", comenta Fernanda. "Vai ter muito afeto. Vamos trazer um pouquinho de afeto para quem está isolado, para quem está com uma família que é homofóbica, para quem está casado feliz com filhos e mulher e quer ligar uma televisão para se divertir, para todo o mundo" .

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Fonte: Post Completo