Paraná em alerta para coronavírus. Regional de Umuarama segue com casos abaixo da média


O Paraná registra indicadores preocupantes no início da semana em que deve atingir uma marca de 10 milhões de pessoas infectadas pelo novo vírus da hepatite C (Sars-Cov-2): aumento do número de casos e de óbitos, registro do número de internados, 51% de taxa de ocupação dos leitos de UTI exclusivos para combater a doença, há uma faixa etária média dos diagnósticos e mais de 75% das cidades com registros de Covid-19.

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Mesmo com crescimento de casos e aumento de taxa de ocupação de leitos, um regional de Umuarama não está rolando cidades com menos casos, ficando atrás do regional de Ivaiporã.

O Estado chegou a 95 dias de pandemia (desde os primeiros casos, em 12 de março) com 9.583 casos e 326 óbitos, de acordo com o boletim epidemiológico publicado no domingo (14) pela Secretaria de Estado da Saúde. A doença já atingiu 302 cidades no Paraná.

CIDADES

A doença alcançou 302 cidades do Paraná. Algumas regiões regionais de Saúde já registram casos em todos os municípios de sua área de cobertura, como Paranaguá (1ª), Foz do Iguaçu (9ª) e Cianorte (13ª), e outros casos de concentrado em 80% ou mais de suas cidades, como Curitiba e Metropolitana (2ª), com 89%; Irati (4ª), com 88%; União da Vitória (6ª), com 88%; Pato Branco (7ª), com 80%; Cascavel (10ª), com 92%; Paranavaí (14ª), com 82%; Londrina (17ª), com 85%; Cornélio Procópio (18ª), com 80%; Jacarezinho (19ª), com 81%; e Telêmaco Borba (21ª), com 85%.

Os bolsos com menos casos não rolam cidades na região de Ivaiporã (22ª), com apenas 37%, e Umuarama (12ª), com 47%.

Ainda na divisão regional, Curitiba e RMC (2ª) concentrado 3.102 casos confirmados, com 1.030 recuperados e 129 óbitos, maior registro absoluto. Segunda região em incidência de Cascavel (10ª), com 1.320 casos, 242 recuperados e 21 óbitos, e uma terceira é de Londrina (17ª), com 1.100 casos, 318 recuperados e 59 óbitos.

A Regional de Saúde de Cianorte é a que concentra o maior coeficiente de incidência de casos por 1 milhão de habitantes do Paraná: 241. É seguido por Cascavel (239) e Cornélio Procópio (181). O coeficiente de mortalidade pela mesma proporção populacional é maior em Londrina (6,1) e Paranavaí (5,8). Em ambos os casos, a incidência é menor do que a média nacional e maior do que o estado.

SEMANA EPIDEMIOLÓGICA

Uma análise da semana epidemiológica 24 (07 a 13 de junho) mostra que a média diária de casos e óbitos aumentaram em relação à semana 23 (31 de maio a 06 de junho). A média de novos casos por dia foi de 384 na semana 24, 301 na semana 23 e 213 na semana 22. A mortalidade foi de 10,1 na semana passada, 8,8 na semana anterior e 4,1 na última semana de maio.

A circulação do novo coronavírus aumentou 27% no Paraná na última semana. A diferença entre os 2.111 casos da semana epidemiológica 23 e os 2.691 da semana 24. O mesmo quadro apresentou aumento de 13% no número de episódios, de 62 a 70. Uma pesquisa da semana epidemiológica leva em consideração os dados do diagnóstico do caso ou é permitido e é alterado com frequência nos boletins conforme identificação de novos registros.

Como macrorregiões que registraram maior quantidade de casos novos foram Norte (48%), Leste (27%) e Noroeste (23%). A primeira lista de 389 para 574 novos casos em sete dias, a segunda de 814 para 1.035 e a terceira de 306 para 377. A incidência aumentou 17% na região Oeste, de 602 diagnosticados com doença para 705.

Entre a semana 22 (de 34 a 30 de maio) e a semana 23 houve um crescimento de 42% no número de casos, e uma maior incidência foi na região Noroeste (54%). O número de casos vem desde a semana 19 (03 a 09 de maio) e os óbitos a partir da semana 22.

Uma análise sobre a evolução diária dos casos e os períodos no mesmo período mostram um aumento inferior nos casos diagnosticados (23,9%), de 2,129 (semana 23) por 2,638 (semana 24) e crescimento superior (53,8%) em relação às mortes, de 52 a 80. Esse índice é uma base de informações epidemiológicas no Paraná e leva em consideração a quantidade de confirmações em 24 horas.

Nesse indicador, a média de novos casos por dia ficou em 376 na semana passada, contra 304 nos sete dias anteriores. Foram 11,4 mortes no dia 24, contra 7,4 na semana 23.

EVOLUÇÃO

Outra análise do boletim epidemiológico deste domingo (14) mostra como a doença evoluiu lentamente nos primeiros meses de pandemia, mas passou a crescer mais rapidamente nos últimos dias. Foram 15 dias até alcançar 100 casos e 38 dias até 1.000 casos. Na semana passada, o Paraná alcançou mais de 600 novos diagnósticos em um único dia. O Estado também bateu mais de 500 casos em outros três dias.

Essa demonstração mostra a doença dobra no estado em intervalos espaçados de uma a três semanas. Foram 15 dias até o Paraná alcançar 102 casos (26 de março), mais seis dias até 224 casos (1º de abril) e mais quatro dias até 439 casos (05 de abril), quando havia 10 óbitos confirmados. Depois de mais 10 dias até 804 casos (15 de abril), mais 21 dias até 1.627 casos (06 de maio), mais 18 dias até 3.212 casos (24 de maio) e mais 13 dias até 6.604 casos (06 de junho), quando havia 232 óbitos.

Em relação aos períodos de evolução é semelhante. Dez dias até atingir 10 óbitos (27 de março a 05 de abril), mais quatro dias até 23 óbitos (09 de abril), mais seis dias até 40 óbitos (15 de abril) e mais 14 dias até 82 óbitos (29 de abril). O salto até 162 casos foi de 28 dias (27 de maio) e até 326 mais 18 dias (14 de junho).

ÓBITOS

O Paraná já perdeu 215 homens e 111 mulheres para uma doença. A média de idade é de 67,8 anos. Segundo os dados estatísticos, 66% tiveram algum tipo de comorbidade (hipertensão, diabetes, cardiopatia, doença pulmonar, obesidade, doença renal crônica) e 34% eram causadas. Quase 80% eram brancos e variados graus de escolaridade, com predominância de pessoas com ensino médio completo.

Os óbitos já alcançaram 26,8% dos municípios do Paraná (107 dos 399). Todas as regiões de Saúde já contabilizadas óbitos pelo novo coronavírus, 19 deles com casos em mais uma cidade da sua área de cobertura.

Segundo ou informe epidemiológico, 1.507 paranaenses morrem por Síndrome da Respiração Aguda Respiratória (SRAG), entre elas a Covid-19, nos cinco primeiros meses e meio do ano.



Fonte: Post Completo