Preço da carne dispara no fim do ano. Entenda o motivo




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O consumidor que tem o hábito de fazer churrasco nas barbatanas da semana ou que não abre a mão no dia a dia já reparou: o preço da carne está nas alturas! E uma previsão não é boa: até o fim do ano, é difícil que a proteína animal fique mais barata. Entre os motivos, há fatores relacionados ao mercado externo e interno.

A questão mais importante é o aumento de exportações para a China, que foi atingida no final de 2018 pela peste africana – doença hemorrágica altamente contagiosa provocada por um vírus que atinge tão porcos. Para suprir o consumo de chineses, neste ano, o país já importado do Brasil 318.918 toneladas de carne bovina, 184.393 toneladas de carne suína, 448.833 toneladas de carne de frango, em taxas que totalizam mais de U $ 3 bilhões, segundo o período de impostos Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro (Agrostat).

Atualmente, há 100 compostos utilizados para proteína animal no Brasil, exportados para a China. O professor de Economia Internacional do Ibmec SP, Roberto Dumas, baixou que, entre agosto de 2018 e 2019, o país asiático aumentou em 54% a importação de carne bovina; em 40%, de suína; e em 48%, de frango. Em contrapartida, houve redução de 16% na exportação de farelo de soja, usado para porcos alimentares.

– Além da peste africana, há outro fator para as exportações estarem reduzidas. Uma política pública da China está reduzida em renda do trabalhador, que consome cada vez mais proteína animal – explica: – Ainda existe um volume exportado para Hong Kong que não entra nesta estatística e depois é repassado para a China, como uma forma de driblar a fiscalização.

Com uma exportação maior, segundo dados da Bolsa de Gêneros Alimentícios do Estado do Rio (BGA), ou o preço da carne bovina no atacado brasileiro teve um incremento de 40% nos últimos dois meses. O quilo de alcatra e contra-arquivo, por exemplo, que foram vendidos por R $ 16, subiram por R $ 27. Na primeira quarta-feira de novembro (06), o Indicador de retorno ESALQ / B3 (São Paulo) até R $ 177,45, maior valor nominal da série histórica do Cepea, iniciado em 1994. Em termos reais, trata-se do maior patamar desde abril de 2016, quando a média mensal do indicador foi de R $ 182,00.

De acordo com o presidente da BGA, Humberto Vaz, entre 2018 e 2019, o preço da carne bovina aumentou 15%. Entre este ano e 2020, uma tendência é o preço permanente de 30 a 40% mais caro.

– Uma oferta de carne no mercado é muito baixa para os supermercadistas. O produtor tem preferido exportar porque os chineses estão pagando mais caro. Inclui uma carne de segunda, por exemplo, por R $ 24 ou quilo, enquanto no Brasil paga metade desse valor – em comparação com o presidente da BGA.

O pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea / USP), Thiago Bernardino, ainda observa outras questões internas que pressionam os preços para cima: ou aumentam também a demanda interna, visto que os supermercados estão compreendendo mais para fazer estoque tanto para como confraternizações, quanto para como fim de ano; e uma baixa oferta, causada pela entrada devido à seca e pelo maior número de crianças abatidas.

– Nessa época do ano, por mais que você tenha confinado, em que o gado é alimentado com ração, perde o pasto livre. Este ano, muitos criadores decidiram não fazer o confinamento porque o preço do milho estava caro e as margens de lucro pequenas. Foram apenas 5,2 milhões de cabeças confinadas para uma demanda bem maior – conta.

Bernardino ainda explica que o preço de venda da novilha, que é uma vaca fêmea jovem, é equivalente a um boi gordo. Por isso, ativar uma renda maior e ajustar a demanda, alguns pecuaristas optaram por abater mais crianças. No entanto, alerta que, no próximo ano, o Brasil pode enfrentar um problema com a reposição de animais e uma oferta de boicote mais restrita. Para Roberto Dumas, os criadores não enxergam vantagem em aumentar a produção para abastecer ou mercado interno porque esse demanda maior investimento e mão de obra.

– Uma peste suína é uma passagem e dentro de dois anos, uma China pode exigir menos carne do Brasil. Então, não compensa por exemplo, compre fazenda para criar mais gado – comenta.

Com os preços mais altos, os consumidores podem substituir itens na alimentação. De acordo com o pesquisador do Cepea / USP, uma redução de demanda é a única forma de ver os preços baixados:

– O alto preço da carne bovina também eleva a carne suína e a carne de frango. Mas, o frango tem uma lógica mais rápida, em 45 dias tenho um frango pronto para diminuir. Se o consumidor deixar de consumir boi e porco, poderá ter mais ofertas e, portanto, é mais provável que os preços baixem.

Fonte: Jornal Extra

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Fonte: Post Completo