Rio de Janeiro recupera economia em meio a explosão de contágios


O Observatório do Fluminense da Covid-19 divulgou dados que apontam para uma situação de alarme e descontrole total da pandemia no município do Rio de Janeiro. Na quarta-feira (1), o Rio chegou a marca de 6.618 óbitos confirmados em virtude de doença, com 1.047 mortes por milhão de habitantes.

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A capital fluminense apresenta, sozinha, um índice de letalidade maior que o Reino Unido (647), Espanha (607) e Itália (575), países fortemente fortemente afetados pela pandemia. Se o Rio fosse um país, ficaria em segundo lugar no mundo em relação à letalidade, atrás apenas do pequeno país de São Marinho, que tem 33 milhões de habitantes.

O índice de letalidade da cidade do Rio de Janeiro é de 8,75%, o maior país. Especialistas da área médica afirmam que faltam testes, uma subnotificação e falta de assistência médica aumentam ainda mais como chances de óbito pelo Covid-19. A média nacional de óbitos pela doença é de 4,3%.

Os problemas na política de saúde são apontados como o principal motivo dos altos índices de letalidade. Há falta de leitos, muita demanda, em especial na baixada fluminense, e baixa qualidade do serviço público de saúde. Faltam equipamentos, médicos e enfermeiros.

Pesquisadores da área de saúde pública da UFRJ explicam que não é hora de reabrir como atividades econômicas. A retomada vai aumentar o número de contêineres, uma vez que a situação da pandemia está longe de um patamar seguro. Nenhum transporte público, marcado pela superlotação, ou vírus encontra um local extremamente propício para espalhar, mesmo que os passageiros utilizem uma máscara.

Em meio à pandemia, o prefeito Marcelo Crivella e o governador Wilson Witzel anunciaram a retomada das atividades e a volta às aulas no mês de julho.

A burguesia busca pressionar os governos para que estes procedimentos sejam retomados das atividades, mesmo que isso signifique uma explosão de casos e mortes por pandemia. Para ela, o que está no jogo são seus lucros e negócios. Os trabalhadores e suas famílias são descartáveis ​​e, devido ao contingente de desempregados, são fáceis de substituir. Inclusive, uma burguesia utiliza o contexto crítico para avançar na retirada de direitos sociais e trabalhistas e importar um regime de trabalho com pesos mais baixos, jornadas mais longas e desregulamentações dos direitos trabalhistas.

Uma reabertura no Rio de Janeiro significará a promoção do verdadeiro genocídio por parte das autoridades. Trata-se de administração ou morticínio da população, de forma a possíveis revoluções debelares.



Fonte: Post Completo