Sem voos, brasileiros relatam drama para deixar o Canadá e voltar para casa


"Se você ficar ilegal estraga esse sonho, pois ficará marcado no meu visto", lamenta a pernambucana Maria Fernanda (Cortesia)

"Eu só preciso chegar em casa." Maria Fernanda Fernandes, de 21 anos, também conseguiu mais de 250 brasileiros que estão no Canadá, tentando voltar para o Brasil. Com medidas de isolamento e cancelamentos de números de voos pelo mundo inteiro, decorrente da pandemia de Covid-19, ou o sonho de voltar para casa tem um tornado em um verdadeiro pesadelo compartilhado pelas famílias.

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Os relatórios são diversos, mas sempre com uma situação em comum: os cancelamentos sem aviso prévio e sem reembolso afetam os planos de retorno, gerando até cinco marcações de voos em casos mais graves. Todos sem previsão de embarque, tanto pelas companhias aéreas, quanto por aplicativos de compra de passagens.

"Com o avanço do coronavírus, fui vendo o aumento do cancelamento e adiamento dos voos e fiquei com medo. Entre em contato com o aplicativo Hopper, por onde compreenda uma passagem, para quem antecipa a minha volta, com segurança, mas eles ignoram a minha solicitação ", explica Maria Fernanda, que teve o voo do dia 27 de junho cancelado.

A pernambucana é porta-voz de um grupo criado no facebook para reunir as histórias e gerar uma corrente de apoio. O caso de Maria Fernanda, que segue hospedado por um casal de amigos que recebe desde janeiro, é um dos menos complicados. Contudo, nem todos têm a mesma sorte. "É por isso que não estou passando por dificuldades, mas é o meu caso e quase nunca tive essa mesma sorte. Tem pessoas que estão sem abrigo e até sem alimentação. Famílias tentando vaga em albergues e usando ajuda para se alimentar", relata .

Além do desamparo, os brasileiros enfrentam ainda o risco de cair na ilegalidade pela imigração, dependendo do tipo de visto temporário cedido pelo Canadá. Em alguns casos ou prazo já expirou. "Tem muita gente que já está ilegal e outros muito perto de ficar ilegal também. No meu caso, o visto de turista foi concedido por cinco meses e até o dia 27 de junho para voltar", explica Maria Fernanda, que vê os planos de uma vida inteira ficarem por um fio. "Se você não voltar, marcar mais um mês ou ficar ilegal no país, e isso não acontecer, nada será bom. Como eu sonho em migrar por um tempo, se eu ficar ilegal estraga esse sonho, vou ficar marcado no meu visto e eu não terei mais como voltar. "

Mais relatos

Além de Maria Fernanda, outros brasileiros também relataram seus dramas, na esperança de que o governo federal disponibilize um voo de repatriação, um exemplo do que ocorreu em países como China e Portugal, entre outras nações com grandes populações brasileiras. Segundo levantamento do Ministério das Relações Exteriores (MRE), no início do mês de abril, cerca de 5,8 mil brasileiros aguardam retorno ao país, e mais de 10 mil conseguiram voltar para o Brasil.

Os caminhos para os brasileiros no Canadá, no entanto, parecem mais escassos. Uma alternativa que o consulado nacional não oferece é como eficaz. "Entramos em contato com o consulado brasileiro – no Canadá – e a única ajuda que nos fala é para comprar outras passagens para os Estados Unidos ou para a Europa e voltar para o Brasil, mas minha mãe, assim como muitos brasileiros, não tem visto americano e os preços para viajar para a Europa estão absolutamente caros. Não temos esse dinheiro ", afirma Camila, que tenta voltar a mãe Elenir, que teve três cancelamentos de voos desde abril.

"Eu não tenho visto americano e a embaixada do Brasil em Toronto me informou que a embaixada dos Estados Unidos não está emitindo o visto de trânsito. Como as viagens pela Europa estão muito mais caras", reforçou o paraibano Claudio Lourenço, de 27 anos, há um ano trabalhando no Canadá, mas o próximo visto expirará em 10 de junho, como o contrato de aluguel. "É um recurso de ajuda ao governo brasileiro, para que você possa obter um voo, mesmo que seja necessário pagar alguma coisa", completo.

"Eu faço tratamento contra um câncer, com consulta a cada três meses com um oncologista. Uso de medicamento contínuo, mas ele acabou e meu marido até enviar uma caixa, mas ficou retido na alfândega. Eu preciso voltar para o Brasil. O nosso consulado não nos ajuda em nada. Apenas mande voltar pela Europa, mas são voos caríssimos ", seixo para paulista Dulce.

Também para Larnaca, Larissa Lages, de 26 anos, há dois meses no Canadá e teve como visto trabalho renovado. Contudo, por um erro de registro da empresa que trabalha, precisa voltar ao Brasil até julho. Depois de cinco cancelamentos, também não recebemos um apoio devido à embaixada brasileira.

"Estou aqui no Canadá sem receber, porque não posso mais trabalhar e não consigo voltar. Preciso sair porque o custo da vida aqui é muito alto e a empresa não pode me auxiliar, porque seria ilegal. Vim sozinha e não conheço muita gente. Mandei e -mail para o consulado e eles falharam que não podem fazer muita coisa, tão orientados a voltar pela Europa, mas os voos são muito caros ", afirma.

Crise das companhias aéreas dificultam o cenário

Como se não bastasse a incerteza da volta para casa, o drama ainda aumenta quando levado em consideração ou em um momento de crise na aviação. Ao redor do planeta, o setor é um dos mais atacados pelas medidas de combate ao Covid-19. Na Europa, por exemplo, a Alitalia recebe intervenção de gerenciamento estatal, como a Lufthansa na Alemanha, e nos Estados Unidos ou grupo Latam solicitou abertura de processo de recuperação judicial.

A Air Canada, responsável pela maioria dos voos entre o país e o Brasil, teve como operações suspensas para o país até agosto, o que preocupa os brasileiros. "Acreditar que não voltará a esses voos em agosto, ainda mais na situação em que o Brasil esteja com o vírus da doença", afirma Camila, que apresenta mais um agravante no caso. "A Air Canada, como política interna, não retorna esse dinheiro para comprar outra passagem por outra companhia. E ainda corre o risco de comprar por conta própria e também pode ser cancelada", indica.

Nenhum caso de aplicativos de compra, como o Hopper, uma pernambucana Maria Fernanda afirma que após negativas de ressarcimento, vai acionar o caso na Justiça. "Entre em contato com o aplicativo e eles me negam ou reembolsam, continuam me negando. Por isso estão entrando em ação junto a um advogado, porque eles não podem me negar", indica.

Em nota, um Hopper declara que o processo de cancelamento é feito por meio de formulário ou aplicativo, com "a certeza de que o cancelamento será processado e poderá levar até 90 dias". A empresa ainda orienta aos clientes que "o valor do bilhete é seguro e o valor total pago pela companhia aérea, sem taxas de serviço pelo cliente por essas taxas".

Até a publicação deste material, o Itamaraty e a embaixada brasileira no Canadá não respondem aos questionamentos da reportagem.

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Fonte: Post Completo

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