Senadores escalam irmão, esposa e até mãe como suplentes do mandato


O afastamento do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado com dinheiro vivo na cueca, expôs uma prática recorrente: a escolha de familiares para vagas de suplente no Senado. No caso de Rodrigues, quem deve substituir os próximos meses é o filho Pedro Arthur, que passará a ter todos os benefícios do cargo. Outros parlamentares optaram por colocar o irmão, a esposa e até a mãe no posto.

Desentupidora Daqui da Cidade Faz todos os serviços de  Desentupidora em todos Bairros da Cidade, a qualquer hora do dia ou a da noite pode contar com A Desentupidora Daqui da Cidade atende em qualquer bairro da Cidade e em toda a Região. A Desentupidora da Cidade faz todos os serviços de Desentupimento de Esgoto neste que é um dos Bairros mais querido da nossa Cidade. Caso queira ver nossa tabela de preço para serviço de Desentupidora em Cidade Clique aqui.

Desentupidora Daqui da Cidade atende 24 horas em todos os bairros da Cidade

Desentupidora
Desentupidora Daqui da Cidade
 

Na lista, está o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que tem o irmão José Samuel Alcolumbre, o Josiel, como eventual substituto. Josiel concorre à prefeitura de Macapá com o apoio de Davi, que aposta na vitória como peça importante do seu projeto de poder no Estado.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

No início do mês, em entrevista ao GLOBO, Josiel afirmou que a suplência lhe deu legitimidade para fazer “uma ponte” entre o prefeito de Macapá, o governo do Amapá e a bancada do Estado em Brasília nos últimos anos.

Aliado do presidente Jair Bolsonaro e um dos principais líderes do centrão, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) tem uma mãe, Eliane Nogueira, como suplente. Em agosto de 2018, ao anunciar a composição da chapa, ele afirmou que escolheu “pessoas experientes e de valor” para estarem com ele na disputa eleitoral.

Apesar de não ter experiência na vida pública, Eliane afirmou, em entrevista ao Antagonista, em setembro, que “sempre estudou com política” e que “esteve na linha de frente” das campanhas eleitorais.

Líder do MDB, o senador Eduardo Braga (AM), escolhida a esposa, Sandra Braga, como suplente. Sandra tomou posse como senadora em janeiro de 2015 para que o marido assumisse o Ministério de Minas e Energia e deixou a carga em abril de 2016. Ela teve aprovado um projeto de sua autoria, aumento o valor de referência da pensão recebida por pessoas com deficiência física portadoras da síndrome de talidomida de R $ 426,53 para R $ 1.000.

O senador Eduardo Braga, ex-ministro de Minas e Energia Foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo
O senador Eduardo Braga, ex-ministro de Minas e Energia Foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo

Em 2013, o Senado aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição com mudanças nas regras para escolha do suplente de senador. O texto reduz de dois para um o número de suplentes e proíbe a eleição para o cargo de cônjuge ou parente consanguíneo, até segundo grau. A proposta, no entanto, está parada até hoje na Câmara dos Deputados.

Na época, o texto foi aprovado quase por unanimidade, com votos favoráveis ​​até mesmo de Eduardo Braga e Ciro Nogueira.

A prática de parentes na suplência é recorrente. Em 2008, o ex-senador Edison Lobão, deixou o cargo para assumir o Ministério de Minas e Energia e quem assumiu em seu lugar foi o suplente Edison Lobão Filho. Em 2018, os dois tentaram novamente a dobradinha, mas não se reelegeram.

O suplente do ex-senador Antonio Carlos Magalhães também era o seu filho, Antonio Carlos Magalhães Júnior. Em 2007, ACM Júnior assumiu a carga após a morte do pai. Anos antes, em 2001, também tomou posse na Casa após o pai renunciar para evitar processo de cassação do mandato.

Aliados e empresários

Há, ainda, hipóteses em que os congressistas optam por aliados e empresários que os ajudaram a abastecer uma campanha. Os senadores Cid Gomes (PDT-CE) e Rose de Freitas (Sem partido-ES) receberam, cada um, cerca de R $ 1 milhão dos seus suplentes, os empresários Prisco Bezerra e Luiz Pastore, respectivamente. Nos dois casos, os suplentes assumiram o cargo por quatro meses entre o final do ano passado e início deste ano.

O senador Cid Gomes, do PDT do Ceará Foto: Gustavo Miranda / Agência O Globo
O senador Cid Gomes, do PDT do Ceará Foto: Gustavo Miranda / Agência O Globo

Em outras situações, os senadores mantêm a relação próxima com os suplentes, envolvendo até mesmo verba do Senado. O escritório de apoio do senador Acir Gurgacz (PDT-RO) funciona desde 2010 em imóvel pertencente ao seu suplente, o advogado Gilberto Piselo. Na última década, o Gurgacz pagou regularmente o aluguel ao advogado através da cota parlamentar. Somente este ano, foram desembolsados ​​a mais de R $ 65 mil.

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que comanda o diretório estadual do partido em Sergipe, tem como suplente Fernando Luiz Prado Carvalho Junior, que atua como o seu vice na sigla. Vieira contratou Carvalho Junior como auxiliar parlamentar no escritório de apoio do Estado, mantido com uma cota paga pelo Senado para o exercício do mandato. Segundo o sistema da Casa, ele recebe salário bruto de cerca de R $ 7 mil.



Fonte: Post Completo