'Só água e luz pagará R $ 300, como você vai comer?': Trabalhadores de Guarulhos denunciam descaso



População enfrenta filas para receber “auxílio emergencial”. Foto: Comitê de Apoio à AND – SP

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Nnos últimos dias 28 e 29 de maio, membros do Comitê de Apoio ao E em Guarulhos (região metropolitana de São Paulo), com o nome de trabalhadores nas filas em frente à Caixa Econômica Federal, à espera de “auxílio emergencial” do governo; os brigadistas de E tomaram entrevistas e fizeram uma agitação contínua contra a humilhação que são submetidas como massas alimentares situação.

Especificamente no dia 28, os brigadistas se reúnem em frente à Caixa e realizam distribuição do E. Como as pessoas que esperavam nos filmes eram bem receptivas com o jornal e com o agitador, que denunciavam ou desciam do velho Estado para o povo. No dia seguinte, os brigadistas também fizeram entrevistas com a população. Juntou-se relatos de dificuldades vividas pelas massas em meio a grave crise econômica e já crítica crise sanitária.

São Paulo é o epicentro da pandemia no país e isso representa um agravamento das condições de vida da população mais pobre. Tendo apenas o Sistema Único de Saúde (SUS) como socorro, uma população pobre ou encontrado em colapso. Em Guarulhos, por exemplo, 97,5% dos leitos estão ocupados, segundo monopólio da imprensa G1, ao passo que os políticos, que recebem impostos de 30 mil, caso adulteram, vão poder executar os hospitais, que ainda possuem leitos de unidade Terapia Intensiva (UTI) para atendimento.

A situação se agrava ainda mais considerando as famílias que não têm renda e cuja opção é o pedido de auxílio emergencial. No entanto, o que deve ser uma solução dos seus problemas acaba se mostrando um grande engodo, pois o valor de R $ 600 não é suficiente e funciona como "emergência", tendo em conta uma perda.

Essa realidade é vivenciada por Luan Henrique. Luan está desempregado e tem dificuldade de manter o aluguel e pagar as despesas com uma casa e um filho pequeno. Ele falou ao E enquanto espera na longa fila:

Não dá para pagar aluguel, fazer compras e pagar como contas. Para algumas pessoas, R $ 600 ajuda, mas para a maioria das famílias, não. Sem contar que o aplicativo é muito burocrático, os idosos não conseguem acessar.

Outra declaração reitera essa afirmação; é o caso de pessoas que ainda aguardam uma análise de solicitação de auxílio ou que tiveram o pedido negado. Uma trabalhadora afirmou:

É um direito nosso para poder sobreviver. Nem todos conseguem o auxílio, mesmo precisando, é um absurdo! É pouco, mas é o que governa o governo, retira os impostos dos impostos mais.


O auxílio do governo não é suficiente e tem dificuldade em pagar como contas. Foto: Comitê de Apoio à AND – SP

Mas ela não é a única a criticar o processo de análise de auxílio do governo. Além de ser muito desmotivado, uma burocratização do serviço impede que as pessoas mais recebam o benefício, como o caso de Eliane, 40 anos e estejam desempregadas. Apesar de realizar o procedimento da maneira correta, teve sua solicitação recusada.

E eu sou uma daquelas pessoas que colocaram no sistema que não tem direito. Eles colocaram que membros ou pessoas da família já recebem. No meu caso, tenho um filho menor ainda. Estou desempregado já faz bastante tempo. E o meu auxílio foi negado por esse motivo – relatos.

Ainda que seja necessário dinheiro, Eliane não encontrou formas de executar seu direito:

Como informações que eu tenho que procurar um advogado na Defensoria Pública, mas não tem dinheiro para manter dentro de casa, como o que vamos atrás de advogado? Pegar condução até a Defensoria, sabe quantas vezes vamos ter que ir lá, se é que vamos ser atendidos. É burocrático e não é suficiente, porque uma pessoa precisa comer, mas também tem que pagar contas. Eles passaram na televisão e não cobraram água, luz, mas estão cobrando, pois chegam em casa todo mês; se não pagar, a gente fica com dívida.

O depoimento de Zenilda, 51 anos, também demonstra essa insatisfação. O auxílio que viria para ajudar, tão propagado pelo governo, revela uma enganação. Como o valor não chega nem a um salário mínimo, não é, portanto, suficiente para pagar o aluguel, como as contas e a alimentação do mês. Um "auxílio emergencial" é incapaz de operar como massas nas condições miseráveis ​​que são impostas em pleno andamento da crise, tendo que escolher entre pagar como contas ou comer:

Eu recebi o auxílio, depois de dois meses em análise. Mas só a luz e a água pagam R $ 300. Está aí, para comer? Vai comer como? Tem que comprar o básico, arroz e feijão. E o feijão está caro demais, R $ 8 ou mais barato – denúncia.

Para Zenilda, o benefício é um direito do povo e o valor reduzido da parcela é injusto:

Mas, como eu estou falando, a água e a luz foram de R $ 300, ou o auxílio tinha que ser muito mais. Isso não é um favor, nada, porque alguém paga imposto de tudo, em tudo que você paga imposto, até nenhum papel higiênico pagador de imposto.

Os relatórios cedidos na entrevista, além de mostrar a preocupante situação econômica do povo e sua crescente insatisfação com as promessas do governo, também mostram exemplos de solidariedade. Não é possível executar o velho Estado, como as massas aprendem a sobreviver com uma ajuda que pode dar aos outros.

Maria Vicente, de 55 anos, conta como dificuldades que passam a ser afetadas e cuidam da irmã doente, de 58 anos, que tem diabetes e colesterol. Seu relacionamento é igual a muitos que estão desempregados ou impossibilitados de trabalhar e sofrem com o descaso do governo. As irmãs não chegam ao ponto de passar fome porque recebem ajuda da família e dos vizinhos.

Não temos marido, não temos filho. Não temos renda nenhuma. Vivemos eu e ela, duas velhas em casa. Há muito tempo atrás, “bolsa família”, não é direito. Até um leite que estava dando associação, eu não tive direito. Minha irmã tem problema, não pode trabalhar. Eu não aguento trabalhar também, estou quatro anos desempregado. E aí é uma vida. Tenho um irmão que dá um pedacinho de carne; tenho uma irmã no interior que manda uma cesta básica para nós. E o vizinho ajuda. Por aí, estamos indo. Quando falta como coisas, a vizinha dá. Porque só eu e ela, não temos nem marido nem filhos.


“Recebi o auxílio, depois de dois meses em análise. Mas só a luz e a água pagam R $ 300. Você está aqui, para comer? Vai comer como? ”. Foto: Comitê de Apoio à AND – SP

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Fonte: Post Completo